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domingo, 11 de setembro de 2011

Perfil da Corrupção Política no Brasil.

Werson Cavalcante
wersonc@hotmail.com
Aluno do 1º período de Ciências Sociais.

Segundo a nossa Constituição Federal, no parágrafo único do  artigo 1º, “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.     O caput deste mesmo artigo, diz que a República Federativa do Brasil, constitui-se em “Estado Democrático de Direito”, ou seja, em outras palavras, significa que o Estado também se submete às leis, o que seria uma espécie de contenção do poder estatal!

Partindo destes pressupostos, sabe-se que a natureza da Administração Pública é a de dever público para quem a exerce, assim como, os seus fins, são sempre o interesse e bem-estar da coletividade administrada, buscando atender os objetivos fundamentais de uma sociedade.

Mas no Brasil, a condição de representante do povo e do Estado, está cada vez mais distante de suas raízes democráticas, e totalmente distorcida em relação aos seus objetivos originais, se transformando em um modelo para atender  necessidades privadas (legais ou ilegais), de grupos que não tem a menor preocupação com os problemas que assolam a maioria da população.

O historiador britânico Jonh Emerich Edward Dalberg-Acton(Lord Acton) dizia que “O poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe totalmente”, configurando que a própria autoridade política, por sí só, pode contribuir para alterar as condições de igualdade de uma sociedade.

A palavra corrupção vem do latim corruptione(corruptus), que significa corrompimento, quebrado, decomposto.      Já em uma definição mais ampla, corrupção política, significa se utilizar da função pública para lograr vantagens pessoais, o que geralmente se define em vantagens econômicas.

Desvio de dinheiro, suborno, extorsão, clientelismo, nepotismo, peculato, lavagem de dinheiro, são definições para os diferentes casos de corrupção no nosso país, que enchem diariamente o noticiário nacional de tal forma, que criou-se a idéia de ser uma ação institucionalizada, que em função da impunidade, só resta ao cidadão comum aceitar!

Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), anualmente no Brasil são desviados pela corrupção, mais de 40 bilhões de reais, dinheiro que deveria ser aplicado diretamente para melhoria dos aspectos sociais da população.

Mas quais seriam as causas estruturais desta corrupção no nosso País?

Porque  a corrupção é aceita pela sociedade brasileira?
Porque os políticos corruptos não são punidos?

São algumas das questões que o trabalho se propõe a debater.

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