Aluno do 7º Período do Curso de Licenciatura Plena em Matemática
Fala-se muito em escola pública de qualidade, mas será que existe esta preocupação mesmo? Sabemos da imensidão do nosso País e das dificuldades que ele possui em alguns acessos a certas cidades. Na Região Norte e, até mesmo, na Região Nordeste, existem locais em que o acesso à escola pública é bastante precário, então imagine as condições da escola. Todos sabem que a educação tem que ser de qualidade: a escola, os pais e a comunidade devem estar juntos para que haja um desenvolvimento e uma qualidade no que é ensinado, pois locais onde a escola não tem o apoio da comunidade, não tem segurança e os pais não se envolvem com a escola, a qualidade do ensino fica muito a desejar, pois, por exemplo, quando um professor chama um pai para conversar sobre o filho, ele não comparece.
A questão salarial é bastante delicada nesse contexto, pois existem profissionais da educação que trabalham pela manhã, tarde e noite para ter uma condição mínima de sobrevivência. Como um profissional deste, pode fazer para que ele desenvolva uma aula diferente para envolver os alunos se trabalha pela manhã tarde e noite? Quem não viu o desabafo da professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, sobre a situação do professor. É em função desta situação que pretendo desenvolver o trabalho.
Escola Pública de Qualidade - Desenvolvimento
É notória a questão da qualidade do ensino público no Brasil. Existe uma grande dificuldade no que tange à política destinada às escolas para que elas melhorem a qualidade do seu serviço prestado à população. Não é de hoje essa problemática. A cada ano, o quadro no ensino público torna-se mais complicado para se resolver. Embora haja, aparentemente, um esforço, por parte do governo, em querer melhorar a educação pública, seja através de escolas integrais, seja o programa da escola aberta com oficinas de música, teatro e outras atividades, a qualidade está longe de ser atingida. Então pergunta-se: será que o poder público quer realmente mudar essa situação? Será que essa situação favorece a alguém? Pois para que se tenha educação de qualidade, tem que se investir em outras áreas além da educação. Áreas como segurança, saúde, alimentação, ou seja, as condições básicas que estão previstas na Constituição para que esse conjunto possa alavancar efetivamente a qualidade da educação.
Fala-se em salário como uma forma de alavancar a qualidade da educação, mas além disso temos outros fatores atrelados para alavancar a qualidade como por exemplo as condições de trabalho que são precárias, o reconhecimento por parte da sociedade. Além desses pontos, temos que levar em consideração os itens acima mencionados pois todos estão inter-relacionados.
A comunidade, em especial os pais dos alunos devem participar efetivamente do processo de desenvolvimento educacional dos filhos, pois este é um outro fator importante no conjunto geral da qualidade do ensino.
Observando tudo isso acima, observa-se que deve ocorrer uma mudança geral na concepção da qualidade na escola pública, a começar por uma condição mínima de estrutura, de motivação, de valorização e de salário para que efetivamente aconteçam transformações no âmbito do ensino público.
Hoje o desrespeito e a violência infelizmente fazem parte dessa real situação. Vários casos englobando a violência e desrespeito estão sendo veiculados na imprensa, coisa que antes não acontecia pois o professor era tido como um mestre e era respeitado pelo aluno. Hoje em dia, até os pais vão à escola para discutir com o professor não a situação escolar do aluno, mas para desafiá-lo porque professor passa algumas tarefas a mais para o estudante, ou seja, ao invés da comunidade ajudar a direcionar, a orientar o estudo da criança, do adolescente, ela vai no sentido contrário ao que deveria fazer para termos uma melhor qualidade no ensino público.