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terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Poder Judiciário e o CNJ : Moralização ou jogo de Poder?

Alveny Neri


Aluna do 1º período de Ciências Sociais.

O Poder Judiciário e os  seus representantes,  Juízes vitalícios,  dotados de garantias constitucionais, que os tornam quase “Deuses”, nunca se viram tão vigiados e cobrados pela sociedade civil e pelo controle constitucional atribuído ao CNJ.

Sem dúvida,  assistimos a mudanças de impacto no Poder Judiciário.  A Justiça morosa começa a dar os seus primeiros passos,  no que tange à resolução de conflitos, ainda que lentos,  mas promissor. Os magistrados desinfetam suas togas da vaidade, e começam a desempenhar o seu papel,  “equilibrar a balança da desigualdade”,  retirando assim,  a venda da Justiça.
A credibilidade do Poder Judiciário frente à opinião pública é secular.  Com a criação do CNJ  tem-se  destacado o empenho deste órgão em tornar a atuação do Poder Judiciário visível (transparente) e acessível ao cidadão brasileiro. Visível no que concerne à transparência em sua atuação  e acessível no que diz respeito tornar viável o acesso aos cidadãos à Justiça que para eles, é quase inatingível.
No Brasil o Poder Judiciário tem sido alvo de denúncias de corrupção, escândalos sexuais e até mesmo de omissão do Estado, quando não julga a contento determinadas lides. O que denota descaso e desvio de conduta de pessoas que são investidas em cargo público com  “reputação ilibada”, e sem  qualquer condição moral de proceder a qualquer julgamento. 
Apesar da fragilidade humana,  determinadas funções estatais exigem de seus condutores,  equilíbrio, para “não caírem em tentação”.
A Constituição brasileira de 1988 a partir da Emenda Constitucional EC 45 em seu artigo 103-B § 4º da CF/88 ,  cria o CNJ,  Conselho Nacional de Justiça para controlar a atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário, bem como o cumprimento ndos deveres funcionais dos Juízes.
Não obstante às competências do Poder Judiciário e do CNJ e das boas intenções do CNJ, em moralizar o Poder Judiciário e dar-lhe credibilidade perante à opinião pública, nos bastidores desses dois órgãos,  travam-se verdadeiras guerras de vaidade e de poder. Discutem-se  competências, soberania, (in) constitucionalidade e o objetivo maior que é dar Justiça a todos,  ficam a mercê de ideologias e dogmas sem a menor serventia aos olhos dos cidadãos brasileiros.

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